O IBP na Vanguarda da História


O IBP, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, foi fundado em 1957, três anos depois do decreto que criou a Petrobras, com o objetivo de disseminar o conhecimento técnico sobre a nascente indústria petrolífera nacional. Na época, a estatal tinha o monopólio da exploração do petróleo, o país produzia 27 mil barris por dia e o IBP reunia 20 associados. Hoje, passados 58 anos, cerca de 90 companhias (aproximadamente metade estrangeiras) estão envolvidas na prospecção de petróleo e gás no país. A produção diária chega a quase 3 milhões de barris, e o número de empresas associadas ao Instituto passou de 240. O IBP, que ao longo do período diversificou suas atividades, consolidou-se como o principal representante do setor – a “Casa da Nossa Indústria”.

Nesse mais de meio século, a legislação sobre a indústria do petróleo passou por várias fases, e o IBP sempre esteve presente nas discussões e debates sobre os temas do setor. O modelo de exploração saiu dos contratos de risco com companhias privadas no governo Geisel – uma reação às crises dos anos 70 que elevaram os preços do petróleo a níveis proibitivos – para o restabelecimento do monopólio estatal na Constituição de 1988, quebrado só em 1997. Na ocasião, o IBP teve papel fundamental na abertura da exploração e produção de óleo e gás à iniciativa privada, com sugestões para a elaboração da Lei do Petróleo (1997). O novo marco legal alterou o papel do Estado – de provedor para regulador e fiscalizador-, criou a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e permitiu um maior desenvolvimento do setor.

Em paralelo às mudanças regulatórias, a indústria evoluiu, sempre com o apoio e participação do IBP nesses mais de 50 anos. Consolidou-se uma rede de refinarias e de fábricas petroquímicas e descobriu-se petróleo na Bacia de Campos, com o desenvolvimento de tecnologias inéditas de produção em águas profundas. Foi criado também o inovador Proálcool, que permitiu uso do etanol (combustível alternativo à base de cana de açúcar) em larga escala. Desbravaram-se ainda as reservas de grande potencial do pré-sal na segunda metade dos anos 2000. O IBP atuou e ainda age para melhorar o ambiente regulatório dessa promissora província exploratória a fim de manter um contínuo ciclo de investimentos.

Ao longo de toda sua história, muitas destas conquistas da indústria estiveram ligadas ao IBP. Um exemplo da atuação da entidade foi o apoio à integração de refinarias privadas já instaladas no país à Petrobras nos anos 70. Outro consiste na elaboração e fomento ao modelo tripartite de lançamento da indústria petroquímica brasileira também na década de 70, que uniu o capital da Petrobras à tecnologia e investimentos de companhias privadas – cada uma com um terço dos empreendimentos. Nos anos recentes, em resposta à legislação dos anos 90, o Instituto vem tendo um papel cada vez mais atuante de interlocução entre empresas, órgãos reguladores e governos. O insumo para suas atividades vem de 66 comissões técnicas, formadas por 1.500 especialistas voluntários, que reúnem o conhecimento de ponta sobre a indústria. Eles são responsáveis por identificar as demandas do setor, promover debates e sugerir temas para cursos de capacitação profissional, estudos, publicações técnicas e eventos.

As próprias mudanças de nome do IBP responderam à evolução histórica do setor. O gás foi incorporado à nomenclatura em 2000, e os biocombustíveis em 2006. A primeira feira de Petróleo e Gás do Instituto, realizada em 1982, transformou-se na Rio Oil & Gas, atualmente um dos maiores eventos no mundo na sua categoria. Em sua última edição, em outubro de 2016, ela atraiu mais de 34.200 visitantes, 3.920 congressistas e reuniu mais de 540 empresas expositoras.

O organograma do IBP foi recentemente reorganizado para dar maior agilidade ao atendimento aos associados. Ele inclui agora uma Secretaria Executiva exclusiva para a área de Exploração e Produção, que teve sua estrutura reforçada com três gerências: de SMS e Operações, Política Industrial e Jurídica/Tributária.

Foram criadas ainda cinco gerências executivas: Abastecimento; Gestão do Conhecimento; Corporativa; Projetos Educacionais e Relações Institucionais. A gerência de Gestão do Conhecimento foi criada para abranger as áreas de desenvolvimento de tecnologia, de elaboração de normas técnicas para a indústria e de certificação de serviços para a inspeção de equipamentos. Incorporou também um setor de análise econômica e o Centro de Informação e Documentação Hélio Beltrão – homenagem a um dos fundadores do Instituto –, cujo acervo é aberto ao público e também está disponível on-line.

Publicações Sobre os 50 Anos do IBP


Brasil Energia Especial
IBP 50 Anos
Petro&Quimica
50 Anos IBP
TN Petróleo: 50 Anos na Vanguarda do setor de petróleo e gás