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Disrupção, ecossistema digital, simbiose homem-máquina e redes 5G serão o “novo normal” após a pandemia,

dizem especialistas

Mesmo no cenário adverso da pandemia do Covid-19, a tecnologia e a inovação podem ser protagonistas de transformações na sociedade e na indústria de energia. Com o tema “2020: O ano do Renascimento Digital e Cultural”, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) retomou ontem (19.05) a série de webinars TECHTerça, que promove palestras gratuitas, online e ao vivo, abertas ao público.

O episódio de reestreia abordou os impactos do novo coronavírus e da queda do preço do barril diante da  perspectiva de inovação, abordando desde a disponibilidade de internet 5G à infraestrutura de mobilidade e outras transformações pelas quais a sociedade vai passar no futuro próximo.

Com mediação da gerente de Tecnologia e Inovação do IBP, Melissa Fernandez, a conversa virtual reuniu Augusto Borella, vice-presidente de Produtos para O&G da Intelie; Ricardo Yogui, conselheiro de Empresas Matchmaker no Ecossistema de Inovação; Ricardo Ramos, consultor da Petrobras; e Sergio Sevileanu, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Siemens.

Para Ricardo Yogui, a disrupção tende a ser cada vez mais frequente nas organizações, e o desafio de gestores e profissionais é ter uma visão mais holística do negócio, enxergar além de poucas árvores ou da própria floresta. “A evolução precisa de agentes estressores, de aleatoriedade, incerteza e desordem”, afirma.

A partir de sua experiência na Petrobras, que recentemente abriu um edital de inovação com módulo para startups, Ricardo Ramos lembrou que crises como a atual – com ambiência econômica e setorial –– podem ameaçar os investimentos em P&D e o próprio ecossistema de transformação de conhecimento em novas tecnologias. “É preciso manter a máquina girando, um ciclo virtuoso (ganha-ganha) que promova o engajamento de empreendedores, empresas e outros atores”.

A importância estratégica da tecnologia 5G foi o tema da apresentação de Sergio Sevileanu, que mostrou desde a evolução das redes celulares até a completa mudança prometida pela nova tecnologia. “É uma viabilizadora de aplicações em ambientes industriais, gera especificações técnicas globais e economias de escala”, explicou. Na indústria de O&G, segundo Sergio, as aplicações se estendem, por exemplo, a realidade aumentada, segurança industrial, machine learning e robôs autônomos. Ele lembrou que, no Brasil, as regras sobre o 5G estão no momento sob consulta pública da Anatel.

Já Augusto Borella fez a última apresentação focando na simbiose homem-máquina e seus desafios. “Estamos prontos para capturar as oportunidades das novas tecnologias nesse contexto transformacional?”, provocou. Para ele, o momento pós-pandemia verá a adoção em massa dos canais online, a fluidez crescente de processos, a convivência entre os mundos real e digital, novos aprendizados e o fim dos limites dos espaços físicos e de tempo.

Por fim, os debatedores anteciparam suas percepções sobre como os profissionais podem encarar melhor esse “novo normal”: colaboração, educação continuada, autodireção, life-long learning, deep learning e prontidão para aprender a desaprender foram algumas direções apontadas.

Após o evento, foi realizado o sorteio de uma bolsa de estudos de 100% para qualquer um dos cursos da Escola de Tecnologia e Inovação da UnIBP, a Universidade do Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíves. O Instituto entrará em contato por e-mail com o sorteado.

A TECHTerça foi lançada pelo IBP em 2019, com o intuito de discutir e compreender em qual estágio se encontram a tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados à indústria de óleo & gás e as tendências que construirão o futuro do setor.

Nos próximos meses, esses webinars abordarão outros tópicos relevantes, como segurança cibernética, convergência OT&IT, Inteligência Artificial e IoT.