Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para formar profissionais para a indústria de petróleo e gás
Segunda edição da iniciativa expande projeto que teve 80% de empregabilidade entre os participantes da primeira turma realizada no Rio de Janeiro
O Programa Offshore do Futuro, iniciativa da UnIBP voltada à formação de profissionais para a indústria de petróleo e gás, deve ampliar sua atuação e chegar a Sergipe. O novo ciclo foi marcado pela assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) entre o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e a SBM Offshore, para avaliar a viabilidade de uma segunda edição do projeto, que busca preparar mão de obra para as demandas atuais e futuras do setor offshore e fortalecer o desenvolvimento de talentos nas regiões onde a indústria atua.
Criado em 2024 a partir de uma iniciativa conjunta entre SBM Offshore, Equinor e IBP, o programa nasceu com o objetivo de formar profissionais técnicos já qualificados, com registro no Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), para que pudessem ampliar seus conhecimentos sobre as operações offshore e estar preparados para atuar em diferentes empresas do setor. A primeira turma, realizada em 2025 no Rio de Janeiro, recebeu 1.995 inscrições para apenas 16 vagas, evidenciando a alta demanda pela iniciativa.
Mais do que oferecer formação técnica, o programa tem como foco a empregabilidade. Ao final da primeira edição, 80% dos participantes foram contratados, e as mulheres da turma foram as primeiras a ingressar no mercado de trabalho após a conclusão da formação. O resultado impulsionou a continuidade da parceria e a expansão do projeto para o Nordeste.
“Começamos uma jornada escrita em seis mãos e desenvolvemos a primeira turma. O mais importante é que o projeto não está relacionado apenas à formação. Nossa preocupação também era com a empregabilidade, e ficamos muito felizes com o resultado. Agora, por conta disso, a SBM conversou novamente conosco e vamos expandir para o Nordeste. Estamos aqui hoje para assinar o MOU do Offshore do Futuro em Sergipe e ampliar esse projeto”, destacou Karen Cubas, gerente da UnIBP.
A expansão também acompanha um desafio estrutural da indústria: a necessidade de ampliar e, ao mesmo tempo, atualizar a mão de obra disponível. Para Roberto Ardenghy, presidente do IBP, a transformação tecnológica do setor exige profissionais preparados para lidar com novas tecnologias, processos e equipamentos, tornando a formação e a requalificação prioridades para a competitividade da indústria brasileira.
“Hoje estamos em uma situação em que as empresas estão exigindo mais. Temos uma cadeia de suprimentos que precisa produzir equipamentos cada vez melhores e mais eficientes, com maior capacidade, enquanto as tecnologias digitais estão entrando no nosso negócio de maneira muito intensa. Precisamos olhar para a formação e garantir que estamos preparando pessoas com esses atributos técnicos”, afirmou.
Segundo Ardenghy, o desafio não está apenas na formação de novos profissionais, mas também na atualização de quem já atua no mercado. A segunda etapa do Offshore do Futuro pretende justamente avançar nessa direção, aproximando a formação das demandas reais da indústria e contribuindo para a adaptação e a requalificação da mão de obra.
O presidente do IBP também destacou o ambiente de colaboração encontrado em Sergipe e o papel do estado na construção dessa nova etapa do programa. “O estado de Sergipe tem sido um modelo de gestão e de apoio às iniciativas. O estado entendeu a dimensão do que já está acontecendo e o grau de preparação e compromisso do governo com essa agenda é impressionante”, ressaltou.
Para Jonas Henrique Lobo, Country Manager da SBM Offshore, o desempenho da primeira edição reforçou a importância de dar continuidade à iniciativa. A versão voltada para Sergipe começou a ser construída durante a Sergipe Oil & Gas e avançou rapidamente para a formalização da parceria.
“Esse programa que desenvolvemos foi extremamente exitoso, tão exitoso que fazemos questão de continuar essa parceria. A ideia da versão Sergipe surgiu durante a Sergipe Oil & Gas, e tivemos a capacidade de nos mobilizarmos rapidamente para a assinatura do MOU”, afirmou.
O executivo ressaltou ainda que a iniciativa faz parte do compromisso de longo prazo da SBM Offshore com as regiões onde atua. “Essa assinatura representa um passo importante no estado de Sergipe para treinamento e capacitação de mão de obra e tem como objetivo trabalhar em conjunto com as instituições locais para a qualificação da mão de obra offshore. Isso reflete o compromisso da SBM com o desenvolvimento local, por meio da geração de oportunidades e do desenvolvimento de talentos”, destacou Jonas.
A expectativa é que o programa avance de forma contínua e amplie a participação de empresas do setor. De acordo com Karen Cubas, transformar a iniciativa em um projeto perene depende do envolvimento de toda a indústria, diante de um desafio que ultrapassa os limites de uma única companhia.
“Queremos e precisamos ampliar o número de patrocinadores, porque essa é uma questão que vai atingir toda a indústria. Se nós, como indústria, não estivermos juntos, vai ficar mais difícil enfrentar esse desafio. Aqui já é um segundo passo para essa ampliação”, afirmou.
A assinatura do MOU contou ainda com a participação de Deise Monteiro, da SBM Offshore, e Victor Montenegro, diretor executivo corporativo do IBP.
Com a possível chegada a Sergipe, o Offshore do Futuro inicia uma nova etapa de expansão, mantendo como pilares a qualificação profissional, a empregabilidade e o desenvolvimento local. A proposta é ampliar progressivamente o alcance da iniciativa e aproximar a formação das necessidades concretas da indústria, contribuindo para a preparação de profissionais diante das transformações tecnológicas e do crescimento das atividades offshore no Brasil.