Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança energética e inovação
C-Levels e especialistas internacionais projetam mais de US$ 150 bilhões em investimentos no pré-sal, afastam riscos de desabastecimento de combustíveis e aceleram as agendas do SAF para 2027 e do gás natural
RIO DE JANEIRO, 23 de setembro de 2026 — Em um cenário internacional marcado por guerras tarifárias, tensões no Mar Vermelho e incertezas sobre fluxos comerciais, o terceiro dia da ROG.e 2026 reforçou o Brasil como um porto seguro e estratégico para o suprimento global de energia. No painel Strategic Talks, o CEO da Vibra, Ernesto Pousada, minimizou os temores de eventuais restrições dos Estados Unidos às exportações de diesel, garantindo que o mercado brasileiro está altamente blindado por uma rede diversificada de fornecimento.
"Temos uma diversificação de fontes de fornecimento de diesel bastante grande. Nos últimos meses, algumas fontes saíram do mercado por conta de conflitos, mas em nenhum momento faltou combustível para os nossos clientes. O país segue abastecido e pronto para crescer", afirmou Ernesto Pousada, CEO da Vibra.
No almoço-palestra do dia, Steve Gassen, vice-presidente executivo da Slb, destacou que a recente disrupção da cadeia de suprimentos por conta do conflito no Oriente Médio criou gaps e também oportunidades no setor. Para Gassen, a tecnologia desempenhará um papel chave na indústria, ao longo do ciclo de vida dos ativos de produção. Além disso, ativos em águas profundas continuarão demandando investimentos. “Vemos oportunidades de mais de US$ 600 bilhões de investimentos de 2026 a 2030 no mundo.
A capacidade do Brasil de combinar segurança de oferta e transição sustentável também foi chancelada na sessão Expert Talks. Carlos Pascual, vice-presidente sênior da S&P Global; Torgeir Stordal, diretor-geral do Norwegian Offshore Directorate; e Izabella Teixeira, co-presidente do Painel Internacional de Recursos Naturais da ONU, destacaram que, em meio ao domínio chinês de minerais críticos e às disputas globais, o Brasil se projeta como uma potência híbrida única, capaz de ofertar petróleo de baixo carbono e liderar a nova era digital e climática.
"A segurança climática e a segurança energética precisam caminhar juntas. O Brasil é um país híbrido crucial: temos petróleo de baixo carbono, abundância de recursos e posição neutra para construir novos fluxos de comércio bilateral e parcerias estratégicas", pontuou Izabella Teixeira, da ONU.
Investimentos bilionários e estabilidade regulatória
A atração de capital produtivo ancorada na previsibilidade das regras do jogo deu o tom do debate entre agências reguladoras globais. O diretor-geral da ANP, Artur Watt, projetou que o pré-sal brasileiro atingirá um platô de produção de 5,2 milhões de barris por dia até 2032, impulsionado por uma estimativa de US$ 150 bilhões em investimentos nos próximos anos. O apetite por aportes bilionários também foi confirmado por reguladores de países parceiros, como Angola — que prevê US$ 50 bilhões para reverter o declínio de campos — e Moçambique, com o avanço de 38 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL) para o mercado internacional.
Vanguarda nos combustíveis do futuro e expansão do gás natural
Na frente da transição para fontes renováveis, os Diálogos da ROG.e detalharam a entrada do Combustível Sustentável de Aviação (SAF) na matriz brasileira a partir de 2027. Representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Petrobras, Vibra e Embraer ressaltaram que o país reúne vantagens competitivas imbatíveis em matéria-prima, refino e tecnologia aeronáutica — com aeronaves atuais já aptas a voar com até 50% de mistura de SAF —, restando à agenda regulatória a consolidação do mecanismo de book and claim para garantir escala comercial ao produto.
Simultaneamente, o avanço do mercado de gás natural no país reuniu ANP, Petrobras e BRAVA Energia em torno da segurança jurídica e da infraestrutura. A diretora da ANP, Symone Araújo, destacou a iminente conclusão da revisão tarifária das transportadoras TAG e NTS para dar liquidez ao setor, enquanto a Petrobras enfatizou o avanço de grandes projetos offshore (como Rota 3, Raia e SEAP) e a BRAVA defendeu o potencial do onshore e da estocagem subterrânea para baratear o insumo e garantir a reindustrialização nacional.
Sobre o IBP: O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) atua há décadas como o principal representante do setor de energia no Brasil, promovendo o conhecimento, o debate estratégico e o desenvolvimento de uma indústria cada vez mais sustentável e inovadora.
Sobre a ROG.e: A ROG.e 2026 conta com patrocínio da Petrobras, Shell, Equinor, Galp, Petronas, PRIO, Repsol Sinopec Brasil, TotalEnergies, Brava Energia, bp, Chevron, ExxonMobil, Misc, Acelen, Modec, Oceaneering, Origem, SBM Offshore, Subsea7, Vertical Group, Vibra, Accenture, Karoon Energy, PanAmerican Energy, SLB , TBG, TechnipFMC, ABB, ABS, Expro, Foresea, Honeywell Technologies, OceanPact, Vallourec, Viridien e EcoPetrol, Invest in Brazil, Apex Brasil, Abeemar, com as parcerias oficiais da United Airlines, Maringá Turismo, S&P Global, Goal Prime, Locatelli Group, Firjan Senai, Sebrae, Argos Consultoria e Fairmont.
Os eventos paralelos da ROG.e contam com o patrocínio da Petrobras, Shell, Subsea7, Accenture, Deloitte, Intelie, Petronas, Iconic, Mobil, Lubrax, Raízen, 2solve, enerflex, huajun jincheng, relimpp, getsaf, hailu heavy industry, leflows, lanyu oil field, PetroReconcavo, ABH2, Abiogás, CCS Brasil, DNV, TBG, Wison, Maire Tecnimont, Acelen, Hempel, PUC, INJ, Dolphin, Locatelli
O evento conta também com a participação das seguintes startups: CarbonAir Energy, Cognittiv, DescarbonTech, fu2re, Haka Bioprocessos, IndustriAll, Inflection Soft Works, Matcis, MicroDOTs, Mindsim, Mitico, Monitorai, Nanos, Neo Vision, NSGreen Fuels, Orion, Pix Force, Prothera, RFID Brasil, Scink, The Insight, Trackfy, Treevia, Vertesis, Viaflex, Voltpile, além das participantes do Programa NAVE e Sebrae RJ.
Parceiros de mídia da Agência eixos, Brasil Energia, MegaWhat, Petro&Química, TN Petróleo, Band News, Oil and Gas Journal, Offshore Engineer, Petroleum Economist, Plurale, Recharge, Upstream, World Oil e World Pipelines.