IBP e associadas se reúnem com presidente do Suriname e o CEO da Staatsolie para discutir oportunidades no setor de energia
O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, e líderes das empresas associadas reuniram-se nesta quinta e sexta feira (28 e 29/5), em Brasília, com Jennifer Simons, presidente do Suriname, e Annand Jagesar, presidente da Staatsolie, empresa estatal de petróleo do país. A agenda centrou-se nas perspectivas do setor energético surinamês e nas oportunidades de parceria com a indústria brasileira ao longo de toda a cadeia de valor.
O Suriname tem se consolidado como um ator emergente no mercado energético global. O país detém aproximadamente 4,4 bilhões de barris de óleo equivalente em recursos remanescentes, e os investimentos em exploração e desenvolvimento saltaram de USD 614 milhões em 2021 para USD 2,8 bilhões em 2025, reflexo do acelerado avanço da fronteira exploratória offshore.
O projeto âncora é o Gran Morgu, o primeiro grande empreendimento offshore em águas profundas do Suriname, operado pela TotalEnergies em parceria com a APA Corporation. Com dois campos e recursos combinados estimados em cerca de 700 milhões de barris de óleo equivalente, o projeto sinaliza o potencial da nova fronteira exploratória do país.
A atividade no setor segue aquecida, com aproximadamente dez poços planejados entre 2025 e 2027. Para os próximos anos, os investimentos necessários para sustentar essa expansão são estimados em USD 11 bilhões entre 2026 e 2028, criando oportunidades ao longo de toda a cadeia de valor.
Além do petróleo, o Suriname possui vastas reservas de gás natural, estimadas em 15,88 bilhões de barris de óleo equivalente, com produção comercial projetada para iniciar na próxima década. Blocos como o Bloco 52, operado pela Petronas, são posicionados como oportunidades voltadas ao gás, com potencial de 500 milhões de boe.