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28/01/26

Renovação das concessões de gás no Rio exige transparência, participação social e plena segurança jurídica, analisa IBP

​​O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) participa ativamente de todos os processos regulatórios relativos ao mercado de gás no Rio de Janeiro, inclusive aqueles relacionados às discussões sobre a renovação das concessões da CEG e CEG Rio, os quais fazem parte da pauta da Sessão Regulatória da Agenersa prevista para amanhã. O tema é estratégico para o futuro da distribuição de gás natural no estado do Rio de Janeiro e para o desenvolvimento do mercado de gás como um todo​

​​Nesta medida, entendemos que o assunto deve ser conduzido com a máxima atenção ​​​​ aos princípios de​ transparência, participação social, segurança e previsibilidade, com foco na segurança energética e na credibilidade do ambiente regulatório. Apenas assim será garantida a legitimidade do processo.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro vem avaliando a possibilidade de renovação das concessões e o IBP entende que este é um momento relevante para a modernização dos contratos, alinhando-os ao novo marco legal do gás natural, às transformações do mercado e às melhores práticas regulatórias. A discussão acerca das renovações das concessões pode representar uma oportunidade concreta de ganhos para economia do estado, desde que os processos sejam conduzidos de forma transparente, técnica e juridicamente sólida.

Nesse contexto, o IBP reforça a importância da realização de um processo administrativo que assegure, transparência, acesso e ampla participação social e institucional em todas as suas fases. Ou seja, qualquer decisão referente às concessões de ​distribuição​ ​de gás canalizado ​deve ser precedida de debates públicos consistentes, com acesso integral às informações técnicas, econômicas e contratuais que a embasa.

É inequívoco que a participação dos agentes do mercado (produtores, consumidores e demais interessados) e o conhecimento de todos os documentos e informações sobre a renovação é fundamental para o aperfeiçoamento das propostas, ​ ​​confer​indo legitimidade ​a​​ ​o processo e reduzindo riscos futuros de judicialização.

Neste ponto, o IBP igualmente ressalta a importância da segurança jurídica no processo, considerando que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) está apurando a legalidade do processo de renovação. 

Diante desse cenário de incerteza, o Instituto entende que qualquer deliberação definitiva deve observar rigorosamente os marcos legais e regulatórios vigentes,​ avaliando conjuntamente a aptidão técnica da CEG e CEG Rio em continuarem como responsáveis pelas concessões e melhor opção para o mercado de gás entre renovar ou relicitar. Essa​ avaliação demanda cautela em todos os encaminhamentos possíveis para evitar incertezas que possam comprometer investimentos, contratos e a própria estabilidade do mercado de gás no estado.

Em manifestações formais já encaminhadas à Agenersa e ao Governo do Estado, o IBP destacou que a decisão sobre o futuro das concessões deve considerar informações atualizadas, planos de investimentos completos e compatíveis com a realidade atual do setor, bem como a aderência às diretrizes da Lei nº 14.134/2021 (Lei do Gás). Além disso, é essencial que o processo contribua para a construção de um ambiente regulatório mais previsível, competitivo e alinhado aos objetivos de abertura e dinamização do mercado de gás natural​ no Brasil​.

Ao tempo em que o IBP reforça que a definição sobre renovação ou relicitação das concessões da CEG e da CEG Rio deve ser pautada pelo interesse público, pela transparência e pela plena observância da legalidade, ​promovendo ainda o ​diálogo aberto e qualificado com a sociedade, confirma que permanece à disposição para contribuir tecnicamente com o debate, reforçando seu compromisso com o fortalecimento do mercado de gás natural, a segurança jurídica e o desenvolvimento sustentável do estado do Rio de Janeiro.

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