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23/02/26

Nota de Repúdio

As entidades abaixo subscritas, manifestam seu mais firme e veemente repúdio aos graves atos de violência ocorridos na noite de 20 de fevereiro e na madrugada de 21 de fevereiro de 2026, que resultaram na invasão, depredação e ocupação irregular do Terminal Portuário de Santarém (PA) e em ataques ao escritório central da Cargill, em São Paulo (SP).

Os episódios relatados — incluindo vandalismo, destruição de equipamentos, danos a estruturas operacionais, ameaças diretas aos trabalhadores e a restrição de sua liberdade por horas, sob forte risco à sua integridade física — configuram ações inaceitáveis e incompatíveis com qualquer forma legítima de reivindicação.

É igualmente importante destacar que as reivindicações apresentadas pelos manifestantes dizem respeito a matérias de competência exclusiva do Governo Federal. Portanto, direcionar atos de violência e intimidação contra uma empresa privada que não possui ingerência sobre a pauta apresentada não apenas é improdutivo, como desvirtua o legítimo espaço democrático de diálogo e enfraquece o processo institucional adequado para tratar tais temas.

As entidades reafirmam seu respeito pleno ao direito constitucional de livre manifestação. Contudo, é imprescindível destacar que nenhuma causa autoriza ou legitima a prática de ocupação irregular, restrição as operações e atividades comerciais regularmente constituídas, atos violentos, intimidação aos funcionários próprios e terceiros, invasões de propriedades, intimidações, agressões, danos ao patrimônio ou a interrupção forçada e ilegal de atividades essenciais com risco iminente de desabastecimento de gás, combustíveis para transporte público, aeroportos e hospitais.

Diante da gravidade dos fatos e da continuidade da ocupação irregular, manifestamos nossa solidariedade e apoio institucional à Cargill e às demais empresas impactadas pelo bloqueio dos acessos as áreas do Porto Organizado de Santarém, ocasião que solicitamos às autoridades competentes a adoção imediata das medidas necessárias para:

  • Restabelecer a posse e o funcionamento seguro do Terminal de Santarém, conforme decisão judicial vigente;
  • Garantir a segurança e a integridade dos trabalhadores, que estão expostos a risco extremo;
  • Pacificar o ambiente, assegurando condições para que sejam realizadas as perícias e providências de investigação e responsabilização;
  • Assegurar a proteção do patrimônio público e privado, evitando a continuidade de danos materiais e operacionais.

Reiteramos que a defesa de causas — quaisquer que sejam — deve ocorrer dentro dos limites democráticos, legais e pacíficos. Atos de violência, coerção e destruição não representam diálogo, não fortalecem direitos e não podem ser tolerados pelo Estado ou pela sociedade.

Por fim, colocamo-nos à disposição para colaborar, no âmbito institucional que nos compete, com iniciativas que promovam a ordem, a segurança jurídica e o respeito às normas que regem a atividade produtiva e o convívio democrático.

ABANI, ABIOVE, ABTP, AMPORT E IBP
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