Lideranças globais apontam Brasil como polo de estabilidade, atratividade e eficiência energética frente às incertezas geopolíticas
Executivos da TotalEnergies, bp, Petrobras, Brava, Prio, Karoon e Trident Energy destacam a importância da segurança jurídica, da inovação em campos maduros e da atração de capital de longo prazo no primeiro dia do maior festival de energia do planeta
RIO DE JANEIRO, 21 de setembro de 2026 — O primeiro dia da ROG.e 2026 reuniu os principais tomadores de decisão da indústria global de petróleo e gás para debater a segurança de suprimento, a gestão de riscos geopolíticos e o papel estratégico do Brasil na nova era do upstream. Em painéis de alto nível ao longo da programação na manhã desta segunda-feira (21), lideranças da TotalEnergies, bp, Petrobras, Brava, Prio, Karoon e Trident Energy convergiram na avaliação de que o país combina geologia de vanguarda, segurança jurídica e alta eficiência operacional em um momento de volatilidade no cenário internacional.
Integração e estabilidade contra riscos geopolíticos
No painel Strategic Talks, o CEO global da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, destacou que o cenário energético atual exige integração e diversificação da cadeia de valor como resposta aos conflitos no Oriente Médio e na Europa. Pouyanné reforçou que os aportes da companhia no Brasil são balizados por duas premissas centrais: retorno e estabilidade institucional.
"A nossa vantagem é ter uma cadeia integrada e diversificada. Isso é um elemento-chave e é a resposta ao risco geopolítico. Escolhemos investir no Brasil pela combinação de retorno e estabilidade na comparação com outras oportunidades globais", afirmou Patrick Pouyanné, CEO global da TotalEnergies, citando a eficiência do campo de Mero no pré-sal, que produz 180 mil barris/dia com apenas quatro poços em operação.
Segurança jurídica e adição de energia
Durante o Leadership Luncheon, o vice-presidente executivo de Upstream da bp, Gordon Birrel, enfatizou que o mundo vive um momento de adição — e não de simples substituição — de fontes de energia para suprir a demanda crescente, impulsionada inclusive por novos setores como os data centers. Birrel destacou que poucos países possuem vantagens competitivas tão expressivas quanto o Brasil, citando o potencial geológico (como o campo de Bumerangue, descoberto pela bp no pré-sal da Bacia de Santos), a escala tecnológica e uma cadeia de suprimentos consolidada.
"Os investidores estão buscando segurança jurídica nos contratos e nos processos de licenciamento. Conseguimos resolver os desafios técnicos no longo prazo, mas precisamos de certeza regulatória e estabilidade para que o capital tenha garantias de longevidade", pontuou Gordon Birrel, vice-presidente executivo de Upstream da bp.
Campos maduros: queda expressiva na taxa de declínio
No âmbito da produção nacional, o painel focado nas Junior Oil Companies trouxe dados consolidados sobre a revitalização de ativos existentes. Carlos Travassos, diretor de Operações Offshore da Brava Energia, revelou que a taxa de declínio da produção nos campos maduros brasileiros despencou de 19% (no período de 2020 a 2022) para apenas 7% (entre 2022 e 2024).
"A virada foi impulsionada pela entrada das operadoras independentes via programas de desinvestimento e por incentivos à produção incremental. Essa atividade gerou mais de R$ 6,5 bilhões em royalties em 2023, mantendo uma produção estável acima de 60 mil barris diários", destacou Carlos Travassos, diretor de Operações Offshore da Brava Energia.
Durante o debate sobre o setor independente, executivos da Prio Jean Carlos Calvi, diretor de Operações), Trident Energy (Sergio Siqueira, gerente Financeiro) e Karoon Energy (Marco Brummelhuis, vice-presidente executivo e diretor nacional) apontaram que medidas como a regulamentação do tie-back (compartilhamento de infraestrutura offshore), leilões direcionados para áreas do entorno e royalties diferenciados por tipo de recuperação são cruciais para estender a vida útil dos poços e atratividade de novos aportes no país. A moderação foi realizada pela gerente executiva de Reservatórios da Petrobras, Maria Assunção Fontenele Soares Doria.
Sobre o IBP: O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) atua há décadas como o principal representante do setor de energia no Brasil, promovendo o conhecimento, o debate estratégico e o desenvolvimento de uma indústria cada vez mais sustentável e inovadora.
Sobre a ROG.e: A ROG.e 2026 conta com patrocínio da Petrobras, Shell, Equinor, Galp, Petronas, PRIO, Repsol Sinopec Brasil, TotalEnergies, Brava Energia, bp, Chevron, ExxonMobil, Misc, Acelen, Modec, Oceaneering, Origem, SBM Offshore, Subsea7, Vertical Group, Vibra, Accenture, Karoon Energy, PanAmerican Energy, SLB , TBG, TechnipFMC, ABB, ABS, Expro, Foresea, Honeywell Technologies, OceanPact, Vallourec, Viridien e EcoPetrol, Invest in Brazil, Apex Brasil, Abeemar, com as parcerias oficiais da United Airlines, Maringá Turismo, S&P Global, Goal Prime, Locatelli Group, Firjan Senai, Sebrae, Argos Consultoria e Fairmont.
Os eventos paralelos da ROG.e contam com o patrocínio da Petrobras, Shell, Subsea7, Accenture, Deloitte, Intelie, Petronas, Iconic, Mobil, Lubrax, Raízen, 2solve, enerflex, huajun jincheng, relimpp, getsaf, hailu heavy industry, leflows, lanyu oil field, PetroReconcavo, ABH2, Abiogás, CCS Brasil, DNV, TBG, Wison, Maire Tecnimont, Acelen, Hempel, PUC, INJ, Dolphin, Locatelli.
O evento conta também com a participação das seguintes startups: CarbonAir Energy, Cognittiv, DescarbonTech, fu2re, Haka Bioprocessos, IndustriAll, Inflection Soft Works, Matcis, MicroDOTs, Mindsim, Mitico, Monitorai, Nanos, Neo Vision, NSGreen Fuels, Orion, Pix Force, Prothera, RFID Brasil, Scink, The Insight, Trackfy, Treevia, Vertesis, Viaflex, Voltpile, além das participantes do Programa NAVE e Sebrae RJ.
Parceiros de mídia da Agência eixos, Brasil Energia, MegaWhat, Petro&Química, TN Petróleo, Band News, Oil and Gas Journal, Offshore Engineer, Petroleum Economist, Plurale, Recharge, Upstream, World Oil e World Pipelines.