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14/05/26

Inclusão do gás natural no REDATA fortalece a segurança energética dos data centers

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) defende que o gás natural seja reconhecido entre as fontes elegíveis ao suprimento energético dos data centers beneficiários do REDATA (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) previsto no Projeto de Lei nº 278, de 2026.

O programa cria incentivos para empresas que instalarem ou ampliarem operações no Brasil. No entanto, o texto em discussão no Congresso condiciona os benefícios a projetos abastecidos exclusivamente por fontes renováveis. Para o IBP, é fundamental que o REDATA também contemple a geração a gás natural, uma fonte firme, despachável e confiável, capaz de assegurar fornecimento contínuo, estabilidade energética e segurança operacional para essas infraestruturas críticas.

Os data centers são estruturas essenciais para a economia digital, responsáveis pelo processamento e armazenamento de dados de plataformas digitais, sistemas financeiros, serviços em nuvem e aplicações de inteligência artificial. Por operarem com baixíssima tolerância a interrupções, exigem elevado grau de confiabilidade energética e segurança operacional.

O Brasil possui grande potencial em fontes renováveis, especialmente solar e eólica, que desempenham um papel central na transição energética. Contudo, embora essenciais para a expansão de uma matriz de baixo carbono, essas fontes apresentam variabilidade na geração, em função da dependência de condições climáticas e ambientais. Por essa razão, data centers normalmente operam com soluções híbridas de suprimento e/ou soluções de contingência, capazes de garantir continuidade operacional em situações de instabilidade ou interrupção no fornecimento.

Nesse contexto, o gás natural desempenha papel estratégico ao oferecer geração firme, confiável e de rápida resposta, contribuindo para a estabilidade do suprimento elétrico e para a continuidade operacional dos data centers.

Além disso, no Brasil, a oferta nacional de gás natural tende a ser progressivamente complementada pela expansão do biometano, cuja produção deve crescer de forma significativa nos próximos anos, contribuindo para a redução da intensidade de emissões associadas ao suprimento de gás.

A inclusão do gás natural no REDATA não representa substituição das fontes renováveis, mas sim complementaridade energética. A medida amplia a segurança operacional dos projetos, reduz riscos de suprimento e fortalece a competitividade do Brasil na atração de investimentos globais em infraestrutura digital crítica.

Em um cenário de expansão acelerada da demanda por processamento de dados, computação em nuvem e inteligência artificial, a segurança energética será fator decisivo para a competitividade do Brasil na nova economia digital.

Clique aqui e acesse o manifesto pela aprovação do Redata e pelo futuro digital do Brasil.

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