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Palestras abordaram cases de sucesso e importância da troca de informações entre players do setor

 

O primeiro dia da Rio Pipeline (03/09), maior encontro da comunidade internacional de dutos, reuniu especialistas nacionais e estrangeiros para discutir uma nova visão sobre as tecnologias para segurança no transporte dutoviário. Para ilustrar os desafios e a responsabilidade do setor, Marcelino Guedes, gerente executivo de Proteção de Dutos da Petrobras Transporte, defendeu a necessidade de as empresas atuarem cada vez com mais transparência junto à sociedade. “Precisamos mostrar as ferramentas e tecnologias que dispomos hoje para o monitoramento dos dutos”, afirmou.

Nessa mesma linha, Heinz Watzka, consultor sênior da Watzka Consulting, alertou que o setor precisa fazer uma comunicação mais positiva em relação aos dutos porque, muitas vezes, fica apenas a visão negativa para a sociedade e o resultado disto tem sido a perda de concessões ao redor do mundo. “Temos dutos de 1912 em operação na Alemanha com total segurança”, destacou.

Cliff Johnson, presidente da PRCI, chamou a atenção para a necessidade de treinamento de pessoal. De acordo com ele, a maior parte dos incidentes tem origem em erros da força de trabalho que lida com os dutos. Para Johnson, a solução está em unir e dividir experiências, assim como as companhias aéreas fizeram durante a década de 1980. “Infelizmente, naquela época ocorriam muitos acidentes. Mas o uso da troca de informações de banco de dados resultou em uma redução muitíssimo expressiva. Estamos presentes em 60% dos dutos ao redor do mundo. Um dos nossos trabalhos hoje é justamente fazer esta troca de experiências entre empresas do setor”, completou.

Outro aspecto trazido por David Miller, diretor da API Standards Program, foi a necessidade da implementação de certificações em dutos. Segundo o especialista, a API Standards Program não só desenvolve critérios para tais certificações, como também orienta as empresas para atingi-las. O último painelista do dia, o coordenador de Engenharia de Duto da PUC-Rio, José Luiz de França Freire, por sua vez, dividiu com a plateia experimentos e pesquisas que estão sendo desenvolvidos pela universidade. Ele apresentou cases que foram criados e solucionados dentro dos laboratórios da entidade, trazendo novas referência para o setor.

Ainda na tarde de ontem, os participantes da Rio Pipeline 2019 puderam acompanhar a apresentação de cases técnicos no workshop “Integridade de dutos na distribuição de gás natural”, que contou com as palestras de “Gestão de Integridade” e “Tópicos especiais de gestão de integridade”.

Exposição

Um dos destaques da Rio Pipeline 2019 é a área de exposição, que recebeu 50 empresas para apresentarem as últimas inovações do mercado dutoviário. Uma das novidades, por exemplo, foi o Nima, da Rosen. Como uma espécie de loja de aplicativos, a plataforma digital de gerenciamento de integridade e dados consegue reunir uma multiplicidade de programas open source.

Já o estande da Intero Brasil apresenta, para simulação, uma ferramenta de inspeção de dutos de fibra ótica que inova pela flexibilidade. Além de detectar anomalias, ela também consegue realizar a medição e monitoramento online, bem como a coleta de dados offline.

Com o foco na capacitação de pessoas, a Odebrecht Engenharia & Construção (OEC) trouxe o Pipelayer, sua plataforma de simulação de operações. Por meio da realidade virtual, o sistema possibilita a redução de custos em até 75% e o aumento da segurança dos profissionais, além da redução da emissão de gases poluentes no meio ambiente.

A Rio Pipeline 2019 vai até quinta-feira (05), no Centro de Convenções SulAmérica. O evento é organizado pelo IBP, com patrocínio da Petrobras, Transpetro, Rosen, Aveva, Comgás, Engie, Intero, NTS, Prumo Logística, TBG, TechnipFMC, Tenaris, Trapil, Emerson, Plural + Combustível Legal, Worley, OptaSense e Signaltape. Veja a programação completa do evento em www.riopipeline.com.br

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