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Durante o 4º Congresso Brasileiro de CO2, especialistas debateram os desafios e as oportunidades de uma economia de baixo carbono

 

Em um contexto geral de mudanças climáticas e políticas ambientais, incerteza nos preços do petróleo, novas fontes de energia e ameaças geopolíticas, alinhado ao compromisso global de reduzir as emissões de CO2, o IBP promoveu, entre os dias 28 e 29 de junho, o 4º Congresso Brasileiro de CO2, no Rio de Janeiro. Com o objetivo de debater os aspectos técnicos e científicos associados às emissões de CO2 pela indústria de petróleo brasileira, o evento reuniu especialistas no tema e do setor.

Para Milton Costa Filho, secretário-geral do IBP, as tecnologias de captura, transporte e destino de CO2 são de vital importância para o Brasil. “O pré-sal brasileiro é um dos três ambientes mais atrativos do mundo para a realização de negócios no setor de petróleo, juntamente com o não-convencional americano e as reservas do Oriente Médio. Nesse sentido, as tecnologias associadas ao CO2 serão fundamentais para o desenvolvimento do pré-sal e para garantir o aproveitamento econômico dessas reservas”, afirmou.

De acordo com José Mauro Coelho, diretor de estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Energia de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil tem um imenso potencial exploratório, principalmente, no pré-sal – o que se traduz na possibilidade do país se tornar um dos cinco maiores exportadores de petróleo do mundo em 10 anos, gerando 3,6 milhões de barris por dia em 2030. Além disso, Coelho aponta que o Brasil possui enorme vantagem comparativa no setor, sendo o segundo maior produtor de etanol e de biodiesel.

“A implementação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) promoverá a adequada expansão da produção e do uso de biocombustíveis na matriz energética nacional. A expectativa é que, em 2030, o país produza 49 bilhões de litros de etanol”, disse Coelho.

O grande desafio do Brasil no que se refere à emissão de CO2, no entanto, está relacionado ao desmatamento. Para Régis Rathmann, integrante da Coordenação Geral do Clima, do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, as emissões brasileiras em termos de combustíveis são satisfatórias. “O setor de energia está emitindo menos gases do efeito estufa. No entanto, globalmente, o Brasil caminha para o não cumprimento da meta estabelecida na COP21 se não resolver a questão do desmatamento”, destacou.

O 4º Congresso Brasileiro de CO2 teve patrocínio da Petrobras, Shell, Equinor, Total, apoio institucional da Capes e CNPq e apoio de mídia da TN Petróleo.