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Foi assinada mais uma nova parceria da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), desta vez com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), entidade que congrega todas as principais empresas da cadeia de petróleo e gás que atuam no Brasil. Um dos focos de interesse da parceria está nas atividades educacionais, com o objetivo de preparar melhor os engenheiros que estarão futuramente neste mercado e também para os profissionais que já estão atuando, mas precisam de aprimoramento contínuo.

A primeira reunião de trabalho foi realizada na quarta-feira (01/11) no Prédio de Administração da Poli, no campus da Cidade Universitária, em São Paulo. Na ocasião, o diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, e o secretário geral do IBP, Milton Costa Filho assinaram um memorando de entendimento, primeiro passo para a formalização da parceria.

A iniciativa do trabalho de cooperação nasceu de uma conversa entre a gerente de Projetos Educacionais do IBP, Karen Cubas, e o chefe do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Poli-USP, professor Giorgio di Tomi, sobre a possibilidade de criar cursos de especialização em energia a serem oferecidos conjuntamente pela Escola e pelo Instituto.

O diretor da Poli-USP manifestou grande satisfação pela possibilidade de parceria e expressou qual seria a principal demanda da Escola em relação ao futuro parceiro. “Quando fazemos pesquisa na universidade, atualizamos o nosso quadro docente, mas não podemos nos esquecer de que todo nosso trabalho visa, de alguma maneira, ao desenvolvimento dos nossos alunos”, disse. “Precisamos engajar nossos estudantes nos projetos e gostaria que essa parceria envolvesse nossos alunos de graduação, prevendo atividades como a participação deles em cursos e treinamentos oferecidos pelo IBP, a realização de estágios no Instituto, a integração deles a grupos de elaboração de normas técnicas para o setor e outras ações desse gênero”, sugeriu Piqueira.

O presidente da Comissão de Pesquisa da Poli-USP, professor Gilberto Francisco de Souza Martha, lembrou que a Escola tem tradição nas parcerias. “A Poli nasceu para apoiar e interagir com o setor produtivo, e são a partir de parcerias como essas que conseguimos promover o desenvolvimento científico e tecnológico voltado para as necessidades da sociedade paulista e brasileira”, ressaltou.

A professora Patrícia Matai, que representou a chefia do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo na reunião, lembrou que o curso de Engenharia de Petróleo da Poli tem suas atividades em Santos, o que vem ocorrendo desde 2012, para atender à estratégia do governo estadual de desenvolver um cluster tecnológico e de ensino e formação de recursos humanos no entorno das operações do pré-sal na costa paulista. “Com as demandas advindas da exploração do pré-sal, a Poli procurou estreitar ainda mais os laços com a Petrobras e outras empresas do setor”, apontou.

Dessa forma, já é rotina para a Poli trabalhar em cooperação com o setor privado. “Agora, o Departamento está fazendo um esforço para estruturar um curso de especialização em petróleo, pensando, na verdade, em algo que aborde também a matriz energética”, contou ela.

Seguindo a mesma direção – O primeiro workshop de parceria entre Poli e IBP mostrou que as demandas de ambas as instituições estão alinhadas. Milton Costa Filho, do IBP, afirmou que o Instituto está atuando em uma nova frente, a de gestão do conhecimento, na qual procura-se identificar as demandas atuais e futuras das empresas associadas.

“Como capacitar a força de trabalho que vai ser necessária para atender esse cenário de urgência é um desafio. As demandas do pré-sal por mão-de-obra qualificada e tecnologias inovadoras serão imensas”, apontou. “E essa capacitação precisa vir antes ou logo no começo de um processo de recuperação, e já estamos visualizando uma sólida retomada”, prosseguiu.

Karen Cubas, do IBP, contou que uma proposta inicial de parceria seria voltada a um curso de pós-graduação que buscasse mais do que disponibilizar um bom conteúdo. “Precisamos entender o perfil desse profissional e trabalhar um curso voltado para o desenvolvimento de competências essenciais para a indústria”, afirmou.

Além de discutir as ações no campo educacional, o encontro serviu para que o IBP conhecesse melhor as linhas de pesquisa desenvolvidas pela Escola. Essas apresentações foram realizadas pelos professores Ricardo Cabral de Azevedo, Ronaldo Carrion, Jean Vicente Ferrari e Elsa Vásquez Alvarez, do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo; e Song Won Park, do Departamento de Engenharia Química, acompanhado de Michelli Maciel, mestranda desse Departamento. Maria Inês Piffer e Juliana Freire Leite, chefe e colaboradora da Assistência Técnica de Pesquisa Cultura e Extensão da Poli, respectivamente, acompanharam o evento e deram algumas orientações iniciais sobre os processos para criação de cursos de extensão na Escola.