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O bom ambiente regulatório é fundamental para preservar investimentos e competitividade do país, segundo Clarissa Lins; debate contou com o analista político da FSB Comunicação Alon Feuerwerker, que falou sobre o atual cenário.

Na edição de estreia da série de webinars “Diálogos da Rio Oil & Gas” nesta terça-feira, a presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Clarissa Lins, ressaltou que o setor vive “uma crise nunca vista” diante do forte desequilíbrio entre oferta e demanda, cenário provocado pelos impactos da Covid-19 e o desentendimento inicial entre dois grandes produtores globais, Rússia e Arábia Saudita – que, depois, se alinharam para promover um corte de produção no âmbito da Opep +. Confira o debate na íntegra aqui.

Com essa turbulência que provocou a queda dos preços do petróleo, diz a executiva, o momento é de incertezas em relação ao futuro. Clarissa Lins destacou que, por isso, é preciso que os avanços obtidos nos últimos anos no arcabouço regulatório não sofram retrocessos. O objetivo é manter a atratividade para investimentos – e empregos e renda, por consequência. “O Brasil precisa ser percebido favoravelmente como um local competitivo e com previsibilidade para atrair investimentos de longo prazo”.

Ao lado da presidente do IBP, o webinar contou com o analista político da FSB Comunicação Alon Feuerwerker, que falou sobre o atual cenário de turbulência política, dos reflexos da Covid-19 nesse ambiente e das perspectivas sobre temas como o estabelecimento de uma base parlamentar do governo. Com o título “O Novo Futuro – Como a Indústria que Move o Mundo Vai se Reinventar?”, o debate foi moderado pelo sócio-diretor da FSB Comunicação Rafael Lisbôa, jornalista especializado em política.

Clarissa falou ainda sobre o “necessário isolamento social” e as medidas que o setor tomou para proteger colaboradores, fornecedores e a sociedade, bem como as inciativas para manter os serviços essenciais para abastecer o país de petróleo, gás e combustíveis.

A presidente do IBP destacou ainda que o impacto fiscal para União, Estados e municípios que recebem royalties do petróleo atrelados à cotação do barril devem ser atenuamos pela alta do dólar – que entra na fórmula de cálculo das participações governamentais pagas em reais.

Este webinar foi o primeiro de uma série de edições previstas para manter o debate aquecido em torno de temas do setor e da Rio Oil & Gas. Novas ações serão divulgadas nas redes sociais e no site do IBP.

O debate está disponível na íntegra aqui.